manifesto para o solo curto-circuitado

I. Devoramos.

Não imitamos. Não citamos. Não pedimos licença ao colonizador para usar a língua que nos foi enfiada na boca. A língua é carne agora. A carne é nossa. Tupi or not — a pergunta nunca foi escolha, foi mastigação. Engolimos o bispo, engolimos o algoritmo, engolimos a indústria fonográfica e a transformamos em fezes luminosas, em compostagem de onde brotam outras frequências. O que é teu vira nosso pela digestão. O que é nosso já era estrangeiro antes de ser nosso. Antropofagia não é metáfora. É protocolo.

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